17.5.06

cartas amorosas.


honey,

eu pensei em esperar. só não imaginei que fosse uma eternidade. vejo você mexendo nas minhas cartas, nos meus diários. te pego lendo minha literatura e falando bem de mim, bem e baixinho. e me pergunto por que não tem coragem de pegar atalhos, de me seguir por dentro e não apenas por fora e no em torno. me deixa tão triste ficar aqui no canto, contando os dias e as noites, sonhando se contas de metal ardente voam na velocidade dos sonhos e dos desejos. dream. desire. e se eu não esqueci, foi tão bonito pensar em você. eu acredito que o amor é assim: um clic. uma fechadura se abre, uma porta escancara, as correntes cedem. clic. o amor também pode acabar virando fechadura, ficar encerrado no peito, roçando platonicamente. e daí vem esse espiar indecente da felicidade dos outros, esse olhar pra tristeza de dentro, pra nossa solidão e invisibilidade. e desirée vira meu nome, teu nome. mon coeur é de autre coeur. e tenho vontade de arranhar teu rosto, esquecer o gosto do teu beijo, gastar o teu corpo nos retratos que rasgo em meu peito. ne me quitte pas. il fout tout oblier [...] je ferai un domaine, où l'amour sera roi où l'amour sera loi. nina simone, jacques brel. e tenho vontade de não ter mais desejos nem vontades que tenham você. acho que devo mudar o modo, inverter o tom: não mais me preocupo em procurar. quero ser procurado pelo amor.

3 comentários:

Rose disse...

Eu te amo, simplesmente.

DO disse...

Sempre quis "ser procurado"...

Anônimo disse...

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