22.6.06

carta hípica.


honey,

o pensamento virou uma ferrovia, um estábulo, de tão ingovernável e áspero que ficou o cavalo. fiquei sentindo pêlos duros, focinhos de assombro, rodas e batentes de trilho roçando meu corpo. por medo. acho que fiz mal: disse a verdade com inocência. e ficou o perigo da beleza, do coração pulsando bobo, febril, disparando como um ginete. vermelho, e de pêlo excepcional. e te falei tão sem casaca, sem botas e culote, sem preparo pra montaria. ficou o risco maior: de eu ser obrigado a fazer as malas, entrar logo num vagão, vendo a velocidade de quem não volta, a não ser de outro modo, e em outro caminho. o que eu disse, foi por um esbarro. e nem foi tudo o que eu queria. mas hoje estou eqüestre, honey. acho que perdi o pé do estribo, perdi o rumo, muito mais do que você já fez o meu pensamento se perder. e sem equitação alguma, o discurso foi se fazendo cavalo solto, a selvageria de um desgoverno, sobretudo do coração (o meu, no qual você faz jornada).

2 comentários:

Jurema Chagas disse...

Oi Márcio! quero te dizer que o teu blog está muito bom, e como vc sabe o meu objeto de estudo, teu blog já consta do meu trabalho! Qual é o blog que vc mantém com a Camila? Ah, teu fotolog também dá prazer de olhar! Bjus!

Anônimo disse...

Oi fofucho! o novo blog está lindo. Gente Dotô é outra coisa né!!! Muitas saudades de você!!!!

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