21.8.07

the secret garden.


dear,

eu também conheço um jardim secreto. lá as flores são feitas de asperezas e lâminas de silício. são exatamente o que não parecem ser. metem-se nos cantos escuros fazendo poses e intrigas. também tratam de posses e do viço do trigo vizinho. acreditam que são melhores que as outras coisas todas porque repetem tudo com a exatidão de um ritual. (não sabem que a rotina esgota qualquer sentido e vontade interior). para entrar nesse jardim é preciso que seu nome tenha escapado da boca do vento e soprado por sobre suas corolas e androceus. depois disso, é preciso roubar tudo como se fosse uma abelha, lambendo cada grama de pólen. sei o suficiente sobre este jardim para não querer voltar. mas ainda tenho pesadelos terríveis: estou parado em frente daquela estufa negra. apenas uma porta para entrar ou sair. sem janelas. sem luz exterior. sofro de claustrofobia. puro pânico. não estou à vontade. suas caras de rosa circundam uma grande placa: aguardávamos o retorno. e a luz artificial se apaga. é o fim.

3 comentários:

Alberto Pereira Jr. disse...

mesmo no fim, encontra-se oportunidades de prosseguir.. e persistir lutanto..


mais um texto salutar e excelente..


beijao

Sérgio disse...

Fora das estufas só as flores verdadeiras sobrevivem. Belas e perfumadas.

Anderson disse...

sofro de claustrofobia. puro pânico. não estou à vontade. suas caras de rosa circundam uma grande placa: aguardávamos o retorno. e a luz artificial se apaga. é o fim.

Nossa que Jardim é esse... mas a experança nunca morre e a vontade de lutar é maior do que qualquer desejo...
abração..

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