3.10.07


dear,

os discursos secaram até a garganta. e eu, sim, não sou de ninguém. cansei de chorar pelo que se perdeu. me contento com o que tenho, sem deixar de ganir baixinho, chamar teu nome, esperar tua chegada. há quase um ano. foi assim e nunca mais. três dias depois, lá no inverno. não é o bastante, baby. todo mundo aprende que o destino é meio irônico, que pode até ser sarcástico. prende de um lado e de outro. coloca frente a frente e depois separa por um mundo de coisas. continuo morando na casa do sol se pôr. muitas estrelas depois do céu vermelho, das águas escuras, do coração em chamas. estou precisando tanto que nem sabe. e outra vez me sobe um soluço, uma vontade que nem. me deixa, por favor. minutos mais tarde me dou conta de que é assim mesmo - um deserto de almas, sem precisar pedir. oh, river, run me dry. tudo está distante porque não fui eu que quis decidir entre a vida e a felicidade. signo de libra? só sei que quem escolhe a vida, acaba sendo infeliz. estou um pouco assim, mesmo não optando por nada. e de nada minha garganta já está cheia. dia desses a gente vai ver o fundo do rio.

2 comentários:

Onde o Sol fez Morada disse...

A esperança de amar me salvou de tudo isso.Meu pensamento continua sendo só seu. Passo os dias imaginando como está sendo o seu dia, o que vc está fazendo, com quem está, se está bem, enfim penso em você absolutamente o tempo todo. beijos querido

Alberto Pereira Jr. disse...

desencontros, decisões e uma vida pela frente

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