7.6.08

sometimes sounds like violence




honey,

estou me rendendo às poucas, pequenas e violentas palavras. e mais que isso: fico te fazendo jurar. eu vivo fazendo. e vivo jurando, também, que não consigo mais. ou que desta vez vou e digo tudo. que entrego as violentas, pequenas e poucas palavras. estou me rendendo aos poucos. mas basta uma incerteza e eu enterro tudo de novo, sem bravura, inteiramente derrotado e perdido. tenho exigido um pouco mais de você, noites seguidas após tarde da noite. e sem receber o que espero, pela manhã, como uma arquitetura fracassada, sou a ruína do vento, vindicativo de mais desejo e apelo. então são pelos cantos, aos centos, que afundo meu rosto no completo silêncio do oceano. e neste escuro, releio as velhas canções que escrevi antes do pensamento e das águas. há sempre o anterior. e o depois. e as cento e cinquenta vezes durante teu rosto que disse que te amo no teu ouvido. só que você não ouviu. nem me viu chegar. nem percebeu que eu arrebentei as cordas, entreguei os pontos, me fiz de bandido, fiz protesto e desapontamento. e outra vez, novamente de novo, fiz você jurar. estraguei tudo. e, baixinho, sem coragem, eu jurei, também, que eu amo você mais do que a mim mesmo. com um amor tão violento e tão sem-vista de tanto sussurro e silêncio.

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