
dear:
faz muito tempo, a palavra começou a desaparecer. é desta intimidade que sentiremos falta, da conversa enciumada de todos os dias, do corpo lavado e lustrado ao sol. talvez da fotografia, talvez das lembranças da varanda, talvez do humor estranho diante do buraco. mas é muito cedo para dizer, tarde para voltar atrás, amanhã demais para existir. hoje não quero nem pensar. só fico a mirar esta palavra, agora invisível na ruína do vento, perdida de modo irremediável na pobreza dos meus próprios pensamentos.
8 comentários:
mi pajarito, que bela mensagem sua leio esta manhã. creio que me quedo acá, mirando estas palavras para ver se te encontro, mas vejo fumaça. intimidade? creio que não inventaram ainda nada mais íntimo que isto: a própria palavra.
parabéns pelo texto, marcio.
bjo.
Hermosísimo!!!!
que bom que publicou! Não via a hora de ler mais algum texto seu.
:)
Saudades garoto..
Suas palavras faz aquele que lê sentor o que você sente.Parabéns pela sua dedicação aquilo que ama e desejo toda a felicidade...
Abraços.
Sam.
Escrever é um ato libertador, um ato de coragem. A manutenção daquele blog não é mais possívei porque eu não consigo me identificar nem com a forma, nem com o conteúdo... entretanto, isso pode ser bom; pode apontar uma nova via, uma outra forma de expressão. Somente com esse esgotamento uma outra ideia pode surgir... o que não se pode é ficar sem escrever. Talvez tenha sido cedo, mesmo. Mas aconteceu.
Olha, creio que no fim das contas uma correspondência sempre encontra o seu destino. Quer seja não endereçado ou extraviado, acho escrita constrói uma fantasia que nos situa. Não sei, posso estar enganado...
p.s.: belo texto, inclusive. :)
http://luaninhha.blogspot.com/2011/05/dear.html
http://luaninhha.blogspot.com/2011/05/dear.html
Postar um comentário